• Polícia prende 4 e apreende 90 caixas de cervejas falsificadas no DF Sexta-Feira, 19/06/2015 às 19:42:42

    Também foram recolhidos cem pacotes de cigarros vindos do Paraguai.Grupo falsificava rótulos e trazia bebidas de outros estados, diz polícia.

    A Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial do Distrito Federalapreendeu nesta quinta-feira (18) 90 caixas de cervejas falsificadas em distribuidoras de bebidas noGama e em um atacadão em Taguatinga. Segundo a delegada-chefe da DCPIM, Mônica Ferreira, o valor total apreendido chega a R$ 9 mil. Quatro pessoas foram presas. 

     delegada afirmou que as bebidas eram vendidas por cerca de R$ 4. De acordo com Mônica, eles compravam cerveja de qualidade inferior e trocavam o rótulo da garrafa por de uma bebida conhecida.

    “Eles subtraíam o rótulo da própria empresa ou produziam fraudulentamente um rótulo e em seguida pegavam tampas de garrafas provavelmente encontradas no lixo e recolocavam essas tampas nas cervejas falsificadas de forma a iludir os consumidores, que achavam que estavam comprando a cerveja do rótulo com um valor inferior”, explicou.

    Uma outra forma de agir do grupo, segundo as investigações, era trazendo bebidas de outros estados para a capital federal sem pagar imposto. "A cerveja em Brasília é mais cara do que em outros estados, então para sses distribuidores fazem isso para terem um lucro maior já que eles não conseguem com o preço que compram aqui. Em outros estados o valor é menor por causa de impostos diferentes, então tem vários esquemas", disse.

    Uma distribuidora no Recanto das Emas também foi alvo da operação. Lá foram encontrados cem pacotes de cigarros do Paraguai. A delegada afirmou que, apesar de a polícia não ter encontrado cerveja falsificada no dia da operação, a dona do estabelecimento será indiciada também por falsificação de bebida porque um dia antes flagrou a venda de cerveja adulterada no local.

    ara tentar burlar a fiscalização, os falsificadores misturam dentro das caixas cervejas originais e adulteradas. “Dentro de um mesmo engradado de cerveja eles colocam um quarto de falsificadas e as outras são originais para não qualificar que todo aquele engradado é de cervejas falsificadas e para dificultar a fiscalização, então temos que verificar garrafa por garrafa”, explicou Mônica.

    Ela fez um alerta para que consumidores desconfiem de produtos muito baratos. “Muitas vezes o próprio dono não sabe que está comprando falsificado, mas se o valor é muito abaixo do que o do mercado, tem alguma coisa errada, não existe almoço grátis. A pessoa tem que ficar atenta.”

    Uma mulher de 25 anos sócia da distribuidora no Recanto das Emas foi presa, mas pagou fiança e foi liberada. O marido dela já havia sido preso pelo mesmo crime. Os outros três suspeitos presos foram recolhidos para a carceragem e vão responder por venda de bebida falsificada. Se condenados, eles podem pegar de 4 a 8 anos de prisão.

    "Todos tinham passagem ou algum sócio já tinha sido autuado pela polícia ou pela própria delegacia por venda de bebidas fraudulentas. Isso leva a conclusão que eles não saem desse ramo de negócio porque entendem que esse tipo de comércio é lucrativo", disse Mônica.

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