Ao completar 50 anos, a Fundação revisita a própria origem e reafirma um dos pilares que sustentam sua rica história: a comunicação
Ao completar 50 anos, em 12 de fevereiro, a Fundação Frei João Batista Vogel revisita a própria origem e reafirma um dos pilares que sustentam sua história: a comunicação, nascida a partir do eco de uma missa.
No Domingo de Páscoa de 1º de abril de 1956, a primeira transmissão via Rádio Carajá lançou as sementes do que viria a ser uma das maiores operações de radiodifusão de Goiás.
A partir daí, inspirados também pelo Ano Mariano e o pelo movimento Legião de Maria, os frades decidiram se aprofundar na área de comunicação, saltando para programas diários na Rádio Santana e, posteriormente, na Rádio São Francisco.
Um legado de credibilidade
A espinha dorsal deste eixo é a figura de Frei João Batista Vogel, frade intelectual e comunicador incansável.
Ele assumiu a gestão da rádio em 1971, em um momento de dificuldades, e a transformou em um instrumento poderoso de serviço público, antes mesmo da criação da Fundação que carrega seu nome.
Para Frei João Batista, “comunicar é servir e servir é amar”, um lema que norteia os colaboradores da Fundação e os três veículos de comunicação sob sua alçada: Rádio São Francisco, Rádio 96FM e Rádio Cultura.
A credibilidade, no entanto, não se constrói da noite para o dia. Ela foi testada e aprovada ao longo das décadas por quem realmente entende: o povo.
“A gente sabe as notícias da cidade inteira […] Quem não ouve o rádio fica desinformado”, diz Avani José, de 65 anos e ouvinte assíduo da 97.7FM.
Já em 1987, a Rádio São Francisco despontava como líder absoluta de audiência, reconhecimento que se manteve com a conquista de prêmios, renovação de concessões e a reverberação pelas ruas.

Jornalistas Jairo Mendes e Orisvaldo Pires entrevistando Henrique Santillo, então ministro da Saúde
Trazendo para os dias atuais, o cenário se repete com as rádios dominando as ondas sonoras e marcando presença nos ouvidos do público, ainda mais com a adaptação completa para o FM.
Dos transmissores valvulados de 250 watts da antiga Rádio Santana, a estrutura evoluiu para equipamentos de estado sólido e sistemas digitais de ponta.
A migração definitiva do sinal AM para o FM foi iniciada em 2016 pela Rádio São Francisco (97,7 FM) e seguida pela Rádio Cultura, de Catalão, (101,1 FM) em 2017.
“Mesmo com a mudança técnica e de linguagem a partir da migração AM-FM, a emissora mantém o diálogo direto com a comunidade“, comenta Orisvaldo Pires, jornalista que passou pela Fundação em dois períodos distintos: 1993 até 2001 e entre 2008 e 2009.
Proximidade com a população
Na prática, a comunicação da Fundação sempre extrapolou seus estúdios de transmissão.
As emissoras atuam como canais permanentes de utilidade pública, muitas vezes sendo as primeiras a informar a população sobre fatos relevantes ligados à segurança, saúde e vida política.
O microfone aberto, marca histórica da FFJBV, deu voz à comunidade, permitindo cobranças, denúncias e participação ativa da população.
“Como é uma instituição de muito prestígio e de muita credibilidade, se transforma numa grande ferramenta para a população. Uma grande ferramenta de reivindicação“, reforça Jairo Mendes, radialista que marcou época na São Francisco entre 1998 e 2009.

Muito além do Rádio
A trajetória comunicacional da Fundação Frei João Batista Vogel, porém, não se atém somente às ondas radiofônicas.
Conteúdos impressos, podcasts e portais das emissoras expandiram o alcance de forma física e digital, impactando e noticiando a realidade vivenciada em Anápolis.

Atualmente, a FFJBV opera sob o conceito de Rádio 360. Ou seja, as emissoras passaram a estar presentes de maneira online.
Essa integração envolve redes sociais, aplicativos e sites, permitindo que a missão franciscana rompa barreiras geográficas e alcance ouvintes em qualquer lugar do mundo via internet.
“O que se percebe agora é a construção da comunicação com uma roupagem adaptada aos novos tempos, mais moderna, interativa, instantânea, popular”, complementa Pires.
Três rádios, uma missão
Mais do que um meio técnico, a comunicação sempre foi compreendida como um apostolado franciscano. Um serviço que aproxima Igreja e sociedade, informa com responsabilidade e forma cidadania.
Pires cita que a premissa alcançou estabilidade: “deu certo a receita do equilíbrio de uma linha editorial que mescla a mensagem de fé, a espiritualidade franciscana, seu compromisso social, o jornalismo profissional e o entretenimento saudável.”
Em uma época marcada pela desinformação, os princípios éticos estabelecidos 50 anos atrás seguem firmes e inabaláveis e regendo a credibilidade intrínseca ao jornalismo da Fundação Frei João Batista Vogel.
“Nos mantemos fieis à verdade, à imparcialidade e, claro, ao respeito pela dignidade humana. Sempre inspirados na mensagem de Cristo e nos ensinamentos de São Francisco“, completa Victor França, diretor executivo da FFJBV.
Esse compromisso transformou o radiojornalismo da Fundação em referência em Goiás, reconhecido cada vez mais regionalmente.
O Jubileu de Ouro da FFJBV celebra uma história construída com voz, escuta e compromisso, ancorado pela missão primordial de servir.





