Nova iniciativa reúne clubes de leitura para discutir o tema a partir do livro “Quatro Razões para Sobreviver”, de Iraides Barbosa
O projeto “Não Me Mate! Mais uma, menos uma. Até quando?”, da Fundação Frei João Batista Vogel, lançou, no domingo (16), um novo eixo voltado à literatura para discutir a violência contra a mulher. A iniciativa reúne clubes de leitura de Anápolis e usa uma obra baseada em fatos reais como ponto de partida para o debate.
Nesta primeira edição, os clubes Marca Página e Depois do Prólogo participam da ação, reunindo cerca de 100 leitores. A proposta é ampliar o número de grupos envolvidos nos próximos meses.
A obra escolhida foi “Quatro Razões para Sobreviver”, da escritora goiana Iraides Barbosa, integrante da União Literária Anapolina (ULA). O livro apresenta diferentes situações de violência vivenciadas por mulheres.
A partir da leitura, os participantes vão discutir o tema e, ao fim da experiência, ter um encontro com a autora e representantes da rede de proteção às mulheres. A proposta é aproximar os leitores de informações sobre prevenção à violência e dos serviços disponíveis para mulheres que precisam de apoio.
Para Nagila Artiaga, fundadora do clube Depois do Prólogo, a iniciativa também pode ajudar mulheres a reconhecer situações de violência.
“Se através de um livro e de uma conversa conseguirmos fazer uma mulher identificar um comportamento, repensar uma situação ou até perceber que ela não está sozinha, para mim já valeu a pena! Eu aceitei porque acredito que a leitura pode transformar, mas também porque acredito que nós mulheres precisamos falar sobre isso”, afirmou.
O novo eixo amplia as ações da campanha ao levar a discussão para espaços de leitura. A expectativa é que os encontros contribuam para estimular o diálogo sobre um tema que ainda é cercado por silêncio e tabus.
Para a Fundação, a literatura pode ser usada como instrumento de reflexão e sensibilização, criando espaços de conversa e ajudando a fortalecer uma cultura de respeito e proteção às mulheres.